28.3.10

COMUNICAÇÃO SOCIAL LANÇA NOVOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO

Postado por Comunicação Social |

Estão abertas as inscrições para os novos cursos de pós-graduação na área de comunicação social, que a Faculdade Novo Milênio oferece a parti do mês de maio. São dois cursos:

• “COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA, PROPAGANDA E NOVAS MÍDIAS” que tem como objetivo principal desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes voltados para a gestão de marketing interativo e negócios on-line. Com uma abordagem que abarca os usos das novas tecnologias como ferramenta de marketing e propaganda, o curso habilita o estudante a transformar conceitos em práticas de sucesso nas empresas;

• “GESTÃO DE EVENTOS”, cujo objetivo é capacitar o aluno para criar, planejar e gerir eventos nos seus diferentes tipos e categorias, bem como oferecer uma visão estratégica da gestão de eventos e das competências necessárias para a captação de recursos e viabilização de projetos.

Cada curso tem carga horária de 360 horas, distribuídas em 15 meses. As aulas serão realizadas em três sábados de cada mês. O valor das parcelas é de R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais). Para ex-aluno da Faculdade Novo Milênio, o valor é de R$ 297,00 (duzentos e noventa e sete reais), o mesmo para grupos por empresa. O aluno que trouxer quatro outros, recebe bolsa integral (100%).

Ambos os cursos são organizados em módulos interdisciplinares e temáticos, com aulas teóricas, práticas e visitas técnicas.

O curso de “COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA, PROPAGANDA E NOVAS MÍDIAS” está organizado nos seguintes módulos e disciplinas:

Módulo I – Comunicação Estratégica e Mercadológica
Carga horária: 70 horas
1. Gestão da Comunicação Integrada de marketing (10 horas)
2. Comunicação, sustentabilidade e responsabilidade social (10 horas)
3. Ambientes de Negócios e Decisões: global & local (10 horas)
4. Planejamento Estratégico da Comunicação (20 horas)
5. Agências de comunicação 360 graus (20 horas)

Módulo II – Internet e Negócios On-Line
Carga horária: 80 horas
1. Cybercultura, Revolução digital e evolução da internet (20 horas)
2. Internet e formatos gerais de negócios: E-commerce, E-business e serviços on-line (20 horas)
3. Marketing digital e DataBase Marketing (20 horas)
4. Criatividade e usabilidade em web sites, blogs e outros sistemas emergentes (20 horas)

Módulo III – Interatividade e Construção de Marcas no Ambiente Digital
Carga horária: 120 horas
1. Adaptação dos meios off line para a nova realidade digital: TV, rádio, jornais e revistas em novas configurações de audiência (20 horas)
2. Marcas no ambiente digital: o que muda na comunicação e no gerenciamento (20 horas)
3. Criação publicitária em plataformas múltiplas (20 horas)
4. Branded Content Digital: Gestão e produção de conteúdo on line corporativo e colaborativo (20 horas)
5. Recursos tecnológicos de interatividade: geolocalização, Bluetooth, Multitouch, sensor de movimentos corporais, 3D, tablets e e-readers, advergames, realidade aumentada e outras inovações (20 horas)
6. Hipermídia e convergência dos meios (20 horas)

Módulo IV – Comunicação e Redes Sociais Digitais
Carga horária: 70 horas
1. Novos consumidores no mercado 2.0 (10 horas)
2. Principais redes sociais e construção de marcas (20 horas)
3. Marketing de relacionamento através das redes sociais (20 horas)
4. Plano de presença on line (20 horas)

Módulo V – Trabalho de Conclusão de Curso
Carga horária: 20 horas
1. Metodologia de Pesquisa (20 horas)
2. Projeto Final


O curso de “GESTÃO DE EVENTOS” oferece os seguintes módulos e disciplinas:

Módulo I – Comunicação Estratégica e Mercadológica
Carga horária: 70 horas
1. Gestão da Comunicação Integrada de marketing (10 horas)
2. Comunicação, sustentabilidade e responsabilidade social (10 horas)
3. Ambientes de negócios e decisões: global & local (10 horas)
4. Planejamento estratégico da comunicação (20 horas)
5. Empresas e agências promotoras de eventos (20 horas)

Módulo II – Gestão Estratégica
Carga horária: 70 horas
1. Desenvolvimento gerencial e liderança (20 horas)
2. Gestão com pessoas: qualidade total em serviços (20 horas)
3. Empreendedorismo (10 horas)
4. Planejamento Financeiro (20 horas)

Módulo III – Organização E Desenvolvimento de Eventos
Carga horária: 100 horas
1. Criação e planejamento de eventos (20 horas)
2. Marketing aplicado a eventos (20 horas)
3. Legislação comercial, tributária e incentivos (20 horas)
4. Logística em eventos (20 horas)
5. Captação de recursos para eventos (20 horas)

Módulo IV – Produção de Eventos
Carga horária:100 horas
1. Cerimonial, protocolo e etiqueta (20 horas)
2. Eventos temáticos e promocionais (20 horas)
3. Eventos artísticos e culturais (20 horas)
4. Comercialização de Eventos (20 horas)
5. Visitas técnicas (20 horas)

Módulo V – Trabalho de Conclusão de Curso
Carga horária: 20 horas
1. Metodologia de pesquisa (20 horas)
2. Projeto Final


Mais informações pelo telefone pelo site da Faculdade (http://www.novomilenio.br/), pelo telefone 3399-5582 ou por email: manuelasantosneves@novomilenio.br

13.3.10

Saudades de um Baculejo

Postado por Comunicação Social |


Júnior Silva

Não tem jeito, quando o acaso faz você vir a esse mundo como um suburbano, ele também costuma mandar junto com você um pacote ingrato de situações sociais: estudar em escolas sucateadas, morar em lugares precários, ser maltratado em unidades de saúde pública e ainda ser uma vítima em potencial daqueles que deveriam lhes dar “segurança”: a polícia. Eu, como tenho essa origem suburbana já experimentei essas e outras situações muito comuns entre aqueles que nascem na periferia e são filhos da classe trabalhadora.
Como filho de pai caminhoneiro (assalariado) e mãe dona-de-casa que mais tarde se tornou cabeleireira, passei pela minha adolescência experimentando alguns baculejos da polícia. Já na minha vida adulta foram poucos, menos do que uma meia dúzia, mas já fazia tempo que não passava por esta situação. Não que eu estivesse com saudades, mas na última quinta-feira, dia 11 de março, vivi uma situação curiosa. Sai da faculdade onde trabalho por volta das 22h20min e, como eventualmente faço parei em uma loja de conveniência de um posto próximo ao bairro onde moro. O plano era comprar alguma coisa para comer em casa e pronto, ir embora e dormir para começar tudo novamente no outro dia. Enquanto eu estava no caixa da loja entraram dois rapazes trajando bermuda e um deles usava boné, escolheram em refrigerante de dois litros, perguntaram o preço ao balconista que lhes informou custar R$ 4,50 e entraram na fila logo atrás de mim. Exatamente neste momento parou na frente da loja uma viatura da polícia militar do Espírito Santo, amém, Oxalá nos proteja...! Desceram dois policiais muito bem equipados com colete a prova de balas, bat-cinto de utilidades e um deles empunhava um monstruoso fuzil com o cano virado para baixo. Dentro da loja havia além de mim e os rapazes, o balconista e um senhor uma mesa. Quando os policiais entraram logo pensei que iria matar saudades dos baculejos da minha adolescência, e já havia saudosamente respirado fundo quando percebi que eles se dirigiram aos rapazes atrás de mim. Pediram para que eles levantassem a camisa e tirassem tudo que houvesse nos bolsos. Ao constatar que não tinham drogas, nenhum revólver, nenhuma faca ou uma arma de destruição em massa os policiais viraram-se e dirigiram-se para a saída, demonstrando claramente que não iriam fazer mais nada por ali. Quando vi que aqueles homens insensíveis não iriam satisfazer os meus desejos saudosistas, não resisti, me dirigi a um deles e perguntei:
- Por favor policial, posso lhe fazer uma pergunta?
Ele se virou em minha direção e apenas balançou a cabeça positivamente. Lhe perguntei:
- Por que eu também não fui revistado, apenas eles?
Não me respondeu, apenas me fez outra pergunta:
“Por que você tá perguntando isso rapa?”
Fui obrigado a esclarecer que a minha intenção não era tomar um baculejo, mas que me estranhava o fato de que apenas duas pessoas foram revistadas, já que nada poderia garantir aos polícias que eu ou o senhor que também estava lá não fossemos criminosos. Como não uso uniforme para trabalhar à noite e não estava com o crachá no pescoço não havia nada em mim que indicasse ser alguém vindo do trabalho. A maioria das pessoas para quem relatei este fato ficam assustadas por eu ter criado uma situação onde poderia ter inflamado nos policiais os seus instintos autoritários e sofrido alguma violência por parte deles. Mas penso que de alguma maneira a violência já havia acontecido.
Não sei se os rapazes seriam mesmo criminosos ou apenas estavam ali pelo mesmo motivo que eu, se chegaram do trabalho e iriam comprar alguma coisa para comer antes de dormir, mas o fato de apenas eles serem revistados demonstra claramente dois grandes problemas com que temos convivido, e que em muitos casos contribuímos para que eles aconteçam. Primeiro, o fato de os policias agirem levando em conta não situações concretas, mas apenas estereótipos para julgar quem deve e quem não deve ser visto como criminoso. E segundo, a eficiência do trabalho policial, pois ao perguntar por que eu não havia sido revistado estava questionando a eficiência do trabalho público que eles estavam realizando. Acredito que contribuímos muitas vezes com esse dois problemas quando reproduzimos o mesmo julgamento por estereótipos para tentar identificar quem pode nos assaltar ou não, e quando não questionamos de que maneira a polícia realiza o seu trabalho e aceitamos os abusos como se fossem corretos e eficientes.
É claro que espero da polícia ações que me garantam segurança, pois também vivo em um esquema meio burguês de consumo, prestação do carro popular e planos em fazer um cruzeiro pelo litoral brasileiro para ter uma intoxicação alimentar durante a viagem, e ainda podendo pagar isso tudo em 12 vezes no cartão. Mas não vejo de que maneira a forma como os dois rapazes foram abordados pode me garantir mais segurança. Se eles iriam cometer um crime, tudo bem, mais um assalto iria ser evitado. Mas, de que maneira isso contribui no conjunto da segurança pública para que eu possa sair agora de casa com tranqüilidade. No entanto, se eles não eram criminosos, não tinham intenção de assaltar ninguém, como eles teriam se sentido ao ter saído de lá, tendo a partir daquele momento todos os olhares voltados para eles com desconfiança, com as pessoas acreditando que eles realmente possam ser criminosos. O pior para todos nós enquanto sociedade será se eles mesmos começarem a acreditar nisso.
Obviamente você que está lendo este texto deve estar curioso para saber qual foi a reação dos policiais ao meu questionamento, pois, no interesse que temos pelas questões sociais, se a noticia não terminar com alguém agredido ou com um grandioso ato heróico não tem graça. Não fui agredido - ao menos fisicamente - e nem tive pessoas a minha volta me agradecendo por tê-las salvo de homens maus, o desfecho teve outro tom. Acredito que o policial para quem perguntei era esperto e entendeu o que eu quis dizer, mas não deixou de agir com a arrogância própria de quem, como diz o Rappa em um de suas músicas, “se sente autoridade nesse tribunal de rua”. Ele ironicamente disse que isso é uma coisa que não se resolve na rua, mas sim na corregedoria da polícia. Ele não me deu um pesocotapa, não bateu com o cacete nos meus rins e nem colocou um saco na minha cabeça como o bope, mas o recado foi o mesmo, de que o que acontece na rua acaba ficando na rua.
Obs.: E só para constar... os rapazes eram os único negros na loja.               

5.3.10

Comunica 2009

Postado por Comunicação Social |

Em outubro de 2009, as turmas do curso de Comunicação marcaram presença na Feira Comunica, como nos anos anteriores. Essa é uma boa oportunidade para ter contato com empresas, agências, fornecedores e clientes do mercado publicitário capixaba, além da oportunidade de manter contato com profissionais e estudantes de publicidade e propaganda do estado. Neste ano, devemos mais uma vez marcar presença no evento.

4.3.10

O Conhecimento Pode Matar

Postado por Comunicação Social |


Por *Júnior Silva

O conhecimento pode matar. Embora essa seja uma afirmação forte, existe outra que também traz um desconforto: tentar levar conhecimento aos outros pode levar a morte. A história é testemunha disso através de vários personagens que tentaram realizar a socialização do conhecimento.
O que existe em comum entre Jesus Cristo, Sócrates e Che Guevara? E o que essa pergunta tem haver com o tema deste texto? A resposta é bem objetiva e responde as duas perguntas ao mesmo tempo: todos os três morreram por causa do conhecimento, ou melhor, por querer socializar o conhecimento.
Primeiro foi Sócrates, defendendo a ideia de que o conhecimento é uma produção da humanidade, e que não é possível produzir um conhecimento próprio sem o diálogo com o conhecimento de outro. Por isso foi perseguido e morto pelos poderosos e conservadores da cidade de Atenas, que queriam monopolizar o conhecimento para a manutenção de seus privilégios.
Depois veio Jesus Cristo, que não levou apenas pão para quem tinha fome e devolveu a visão ao cego, mas ele alimentou o espírito das pessoas com informação, e o cego que não enxergava viu que o que o imobilizava era a ignorância diante da tirania e autoritarismo dos poderosos. O resultado disso é a história mais antiga da humanidade: ele foi crucificado ao lado de criminosos, e suas palavras foram transformadas em mera autoajuda semanal repetida nos cultos e celebrações religiosas.
Por último, Che Guevara, que além de liderar o povo cubano na luta contra um governo desumano e explorador percebeu que era necessária outra arma para manter uma revolução: o conhecimento e a informação do povo. Por isso ajudou Fiedel Castro, de quem foi companheiro na Revolução Cubana, a realizar um grande mutirão de alfabetização no país. Eles estabeleceram que cada pessoa alfabetizada iria se tornar responsável pela alfabetização de três ou quatro pessoas. Conseguiram acabar com o analfabetismo no país em quatro anos, o que faz Cuba ser hoje um dos países com maior índice de desenvolvimento intelectual do povo e referência em educação no mundo. No entanto, ao sair de Cuba para expandir esta revolução encontrou a morte na Bolívia nas mãos de soldados norte-americanos, pois o exemplo de Cuba era incômodo para os EUA, que não queriam uma América Latina capaz de se libertar do seu domínio cultural e ideológico. Che Guevara acabou sepultado nas camisas de skatistas que nem sabem direito quem foi ele.
Foi pensando nesses exemplos e em outros muitos que poderiam ser citados aqui é que me veio a frase que dá título a este artigo: O conhecimento pode matar. Em tempos de internet banda larga, oráculo Google e youtube parece não fazer sentido que alguém pudesse ser considerado perigoso por levar algo que hoje está acessível a qualquer um que tenha um computador comprado nas Casas Bahia e uma conexão das mais fuleiras oferecida por uma operadora telefônica. Não é uma novidade que este acesso fácil ao mundo virtual não significa um conhecimento consistente e profundo. Desde o início da internet já se discute isso. No entanto, quase não vejo ser discutido se existe alguém utilizando a internet de maneira coerente, produtiva e revolucionária. E pasmem: a vida inteligente na internet não existe apenas fora do Orkut e do MSN. Ela existe também no Orkut e no MSN. Cada vez mais existe um número maior de pessoas que se expressam e se articulam artística e politicamente pelo youtube, MSN, Orkut, twitter, etc. São pessoas se apropriando das novas tecnologias para dar vazão as suas percepções, angústias, intuições, insatisfações e, principalmente, seus sonhos. Não é difícil de achá-los, mas é preciso querer olhar para além do globo.com, do paparazzo, da colheita feliz, dos resumos do big brother no youtube, dos PowerPoints de autoajuda e scraps com estrelas brilhando em volta de ursinhos coloridos. Ou colocamos um pouco de curiosidade em nossos espíritos de navegadores virtuais, ou continuaremos com uma internet de alta velocidade que não nos leva a lugar nenhum.
*Júnior Silva é filósofo, e nunca foi morto por causa do conhecimento

Subscribe