Estamos iniciando mais um ano, que por sinal promete ser bem interessante para o mundo da publicidade, não só pela perspectivas de mercado e de crescimento econômico do Brasil, mas sobretudo, no modo de fazer publicidade e propaganda.
No ano de 2010, dois eventos vão merecer a atenção do público: a Copa do Mundo de Futebol na África do Sul, em junho, e as eleições majoritárias no Brasil, em outubro. Será interessante observar como o mundo da publicidade e do marketing vai se posicionar diante destes dois grandes eventos em níveis nacional e internacional.
Em relação à Copa do Mundo não deveremos ver muita mudança na área da publicidade e propaganda. O maior evento do futebol mundial vai se apresentar mais uma vez como uma oportunidade para promover marcas e produtos que se associam ao tema. São as eleições majoritárias que devem, estas sim, trazer inovações nos modos de fazer publicidade e propaganda política.
Nas eleições de outubro, que vão escolher o novo presidente da república, os novos governadores de estado e renovar os parlamentos nacional (eleição para senadores e deputados federais) e estaduais (deputados estaduais), é certo que veremos mudança nos rumos e abordagem do marketing político e eleitoral. E isso se deverá, sem dúvida, ao espaço ganho pelas mídias e redes sociais interativas que se difundiram enormemente desde a última eleição majoritária no Brasil, em 2006.
Hoje somos 70 milhões de brasileiros conectados à internet, contra 35 milhões nas últimas eleições. Entre os mais jovens, encontramos milhões de internautas ativos que trocam informação, dividem opiniões e baixam ou assistem a conteúdos nas diversas mídias on line e nos ambientes interativos das redes sociais. Além destes, o desenvolvimento de mídias portáteis e o lançamento de dispositivos como o Twitter, ainda não popularizado em 2006, ampliou o espaço dos formadores de opinião e contribuiu ainda para o surgimento de novos formadores de opinião.
É possível afirmar ainda que o Twitter reinventou a mais antiga e das mais eficazes formas de propaganda, o boca-a-boca.
Neste novo cenário, veremos crescer as discussões para saber qual será o nível de influência destas ferramentas sobre o voto do eleitor e como serão utilizadas nas estratégias de marketing e propaganda das campanhas político-eleitorais.
A perspectiva no âmbito do marketing e da publicidade será saber como o Twitter, os sites de relacionamento como o Orkut, o Facebook, e o You Tube, que permite uma rápida avaliação do sucesso de uma mensagem em vídeo, não apenas pelo número de acessos, mas também pela análise dos comentários postados, poderão ser instrumentos eficazes para mensurar o sucesso de um candidato e de sua plataforma política.
Alguns analistas já apostam que este será o ano das campanhas eleitorais com uso da internet e a celebração das redes sociais como a “jóia” mais luzidia da “coroa” digital. Quem viver, verá!
Um feliz ano novo letivo a todos,
Um feliz ano novo letivo a todos,
Manuela Santos Neves
Coordenadora do curso de Comunicação Social


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